- reajuste de 6% retroativo a 1º de janeiro/2014 (data base da categoria) e 8% a partir de 1º abril para quem ganha até R$ 1.282,46;
- reajuste de 6% retroativo a 1º de janeiro/2014 para quem ganha acima do piso do operário qualificado até R$ 4.999,99 e 7% a partir de 1º de abril/2014;
- reajuste de 6% retroativo a 1º de janeiro/2014 para quem ganha acima de R$ 5.000,00;
- acréscimo de R$ 20,00 à cesta básica a partir de 1º de maio/2014.
Greve dos trabalhadores (as) da construção civil chega ao fim
Após 13 rodadas de negociações, chegou ao fim nesta segunda-feira (07) a greve dos cerca de 165 mil trabalhadores e trabalhadoras da construção do estado da Bahia. Em assembleia realizada na manha de hoje (07) a categoria aprovou proposta apresentada pelo Ministério Público do Trabalho(MPT), em reunião realizada na sexta-feira (04), na sede do órgão entre a Fetracom-Ba, representando os 17 Sindicatos da construção filiados, e o sindicato patronal.
A proposta do MPT aprovada pela categoria inclui:
Sobre os dias parados, principal impasse das negociações, o sindicato patronal teve que dar o braço a torcer. Impactados pela força do movimento paredista, que realizou dezenas de manifestações em todo o estado sensibilizando e chamando a sociedade para discutir melhores condições de trabalho, o MPT decidiu que os dias parados seriam negociados de três formas: a primeira parte descontada em folha, a segunda compensada e a terceira parte abonada.
“Não era o que esperávamos, pois o trabalhador não pode pagar com o bolso por uma greve legítima, mas se for para pagar pelo prejuízo, que a conta seja dividida”, pontua o presidente da Fetracom-Ba, Edson Cruz dos Santos.
Por tratar-se de suspensão de contrato de trabalho, os dias de paralização não terão seus reflexos considerados nas férias e cesta básica.
Histórico
Os cerca de 165 mil trabalhadores e trabalhadoras da construção civil do estado deflagraram a greve no dia 24/03 em resposta à intransigência dos patrões, que após 13 rodadas de negociações, incluindo as medicações da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, não chegavam a um acordo justo de reajuste salarial e de outras cláusulas econômicas. Além de Salvador, aderiram à greve as cidades de Barreiras, Vitória da Conquista, Guanambi, Jequié, Ipiaú, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Serrinha, Brumado, Santo Amaro, Candeias, Camaçari, Alagoinhas e Cruz das Almas.
As manifestações nos canteiros de obras começaram no dia 10/03, convocando os trabalhadores e trabalhadoras a participarem de forma mais efetiva na campanha salarial. A resposta veio com a presença maciça dos trabalhadores (as) na frente das obras, que diariamente cruzaram os braços por mais de duas horas, em Salvador, Região Metropolitana e no interior do estado, em protesto à falta de dialogo dos patrões.
“A partir do dia 17/03 manifestações e passeatas foram realizadas em pontos estratégicos da cidade, com o objetivo de mostrar à sociedade a nossa lida, a importância da nossa categoria para o desenvolvimento da cidade e o por quê de estarmos nas ruas reivindicando melhorias salariais, sociais e econômicas. Da mesma forma aconteceu no interior da Bahia, onde as manifestações ganharam ampla repercussão na mídia local, revelando a força da união e da luta de nossa categoria”, reitera Edson.
A Campanha Salarial Unificada da Construção 2014 ganhou corpo e força com a criação de uma pauta conjunta com os Sindicatos filiados, contribuindo de maneira ímpar para o fechamento de uma convenção coletiva que avançasse em conquistas sem precarizar as relações de trabalho.
A categoria volta às atividades normalmente nesta terça-feira (08), a partir das 07h.
Fonte: ASCOM FETRACOM-BA
