Caixa preta de guindaste que desabou na Arena Corinthians não teria registrado dados do acidente
A Odebrecht, empresa responsável pelas obras na Arena Corinthians, em São Paulo, anunciou na última terça-feira (28) que a empresa alemã Liebherr enviou um comunicado para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) dizendo que a caixa preta do guindaste que desabou no estádio no dia 27 de novembro não teria armazenado quaisquer registros do dia do acidente. Na ocasião, dois operários morreram.
Segundo a Odebrecht, a caixa preta do equipamento deveria registrar todas as etapas da operação. Por meio da nota, a empresa afirmou que espera que “o fabricante venha a público prestar esclarecimentos técnicos a respeito do ocorrido, bem como dar a devida satisfação às famílias das vítimas, à sociedade brasileira e às autoridades que investigam o acidente”.
“Causa-nos profunda estranheza e perplexidade essa alegação, uma vez que tais registros poderiam esclarecer se houve eventual erro humano, e/ou eventual falha do equipamento e/ou eventual anomalia no comportamento do solo naquela operação de içamento da última peça da cobertura do estádio”, complementa o comunicado.
O acidente ocorreu na 38ª vez em que um módulo da estrutura da cobertura era içado. O guindaste, considerado o maior do país, com 114 metros de altura e com capacidade para erguer até 1.500 toneladas, estava fazendo a colocação da treliça, que pesava 420 toneladas.
O estádio deverá ser entregue no dia 15 de abril.
Fonte: PiniWeb
