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    Centrais sindicais reafirmam unidade na luta política em 2014

     

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    Com o objetivo de reafirmar sua unidade na luta política, as principais centrais sindicais do país se reúnem nesta quarta-feira (15), a partir das 10 horas na sede nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), à Rua Caetano Pinto, 575, no bairro do Brás, na capital paulista. De acordo com informações da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) a reunião discutirá a unidade da classe trabalhadora para vencer o capital.

    Em entrevista, Adilson Araújo, presidente da CTB, adianta que a central “pretende resgatar o debate que foi muito presente em 2013, que do ponto de vista da ação sindical, buscamos dar conseqüência à agenda da classe trabalhadora reforçada pelo calor das jornadas de junho”.

    A proposta é retormar as lutas da classe trabalhadora como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário e contra a alta dos juros empreendida pelo Banco Central e que atrapalha o desenvolvimento nacional e a criação de novos postos de trabalho.

    “O centro da posição da CTB é o de promover uma ampla discussão sobre a necessidade de se fazer um balanço e uma atualização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) de 2010”, explica o presidente da CTB. “Para nós essa iniciativa passa pela realização de uma plenária unitária da classe trabalhadora para mostrar que queremos avançar e conquistar melhores condições de vida e de trabalho”, destacou Adilson.

    1º de Fevereiro

    E para iniciar a luta, as centrais já têm marcado grande ato unificado em 1º de fevereiro, em São Bernardo (SP), para integrar o Coletivo Sindical de apoio ao Grupo de Trabalho “Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical”.

    O presidente da CTB reafirmou que “o reflexo da grave crise econômica mundial tem repercutido no Brasil, muito embora com um horizonte promissor com a realização da Copa do Mundo, mas isso exigirá a tomada de medidas que venham a contribuir com o processo de mudanças. Para tanto, torna-se imprescindível ganhar novamente as ruas”.

    Entre bandeiras que tomaram conta da agenda dos trabalhadores em 2013, e continuarão em 2014, está a luta pelos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, mais investimentos na saúde, além de melhoria no transporte público, a valorização das aposentadorias, reforma agrária, direito de greve e de negociações coletivas no serviço público, regulamentação do trabalho doméstico, democratização dos meios de comunicação, reforma política com ampla participação popular, Marco Civil da Internet entre outros temas.

    Fonte: Vermelho