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    Dilma defende desonerações, mas admite haver “manicômio tributário”

     

     

     

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    A presidente Dilma Rousseff defendeu, em entrevista a rádios de Campinas (SP), na terça-feira (19), as desonerações a diversos setores e segmentos propostas pelo seu governo, mas também recebeu críticas sobre a carga tributária do país, bem como da burocracia imposta aos contribuintes, informou o Valor Econômico.

    Dilma destacou que o governo reduziu em R$ 44,5 bilhões o que o Brasil pagava de imposto no ano passado. Em 2013, disse Dilma, serão R$ 70 bilhões, o que vai produzir, em sua avaliação, uma diminuição do custo da produtividade, elevando a competitividade. O objetivo principal das desonerações, afirmou Dilma, foi estimular o crescimento econômico e a geração de empregos.

    “Somos criticados muito por termos desonerado, ou seja, diminuído imposto, portanto a receita tributária, impactando na saúde fiscal do país. Primeiro quero dizer que a saúde fiscal do país está bastante robusta. Em segundo, quero dizer que a gente, sim, tinha que desonerar, porque quando você desonera, você melhora a vida das pessoas, aumenta a produtividade e a competitividade da economia”, afirmou a presidente.

    Ao fazer essa defesa, Dilma citou a redução de incidência de impostos sobre a folha de pagamento de 56 setores; a desoneração e atualização de produtos da cesta básica; entre outros. Dilma disse ainda concordar com o termo “manicômio tributário”, em referência à burocracia de “ter impostos incidindo sobre várias coisas simultaneamente”, o que demanda, segundo ela, uma reforma tributária e da burocracia.

    Fonte: Valor Econômico