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Mais de 90% querem diretas já e 74,7% garantem não votar em Temer de jeito nenhum
O Instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta segunda-feira (12) a sua mais recente pesquisa feita entre os dias 6 e 8, em 152 municípios, de 25 unidades da federação. Foram pesquisados 2.016 eleitores.
Chama a atenção a pergunta sobre a possível queda do vice-presidente que assumiu o lugar da presidenta Dilma Rousseff, após o golpe do impeachment.
“Se Michel Temer por algum motivo perder o mandato a partir de 2017, o substituto deve ser escolhido de forma indireta pelo Congresso, ou seja, só por deputados e senadores, como manda a Constituição ou por meio de eleições diretas, pela população?”, pergunta a pesquisa.
Resultado: 90,8% querem eleições diretas em qualquer situação. Somente 6% disseram preferir eleição indireta. “Realizar nova eleição ainda é a melhor saída para a crise institucional que o país vive”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
Inclusive tramita na Câmara dos Deputados uma Proposta de Emenda à Constituição, de autoria de Miro Teixeira (Rede-RJ), propondo eleição direta em qualquer situação de vacância de poder no Executivo. Essa proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça, mas continua engavetada.
Outro dado do levantamento merece destaque. 74,7% responderam não ter intenção de votar em Temer se ele se candidatasse em 2018. Já 49% disseram preferir candidato que nunca tenha participado da política, mas 32,2% declinaram preferência por candidato com carreira política consolidada.
A maioria absoluta mostrou também ser a favor de novas eleições para deputados federais e senadores. O resultado foi 68,6% a favor de eleições gerais e 26,1% contra. “O governo golpista de Temer e o Congresso Nacional viraram as costas para a voz das ruas, o país quer uma coisa e o governo faz o oposto”, acentua Nunes.
Veja a pesquisa completa aqui.
Fonte: Portal CTB